AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VIZELA

 PROJECTO EDUCATIVO

Introdução

 

1. Que pretende a escola? Qual a sua razão de ser? Que metas se propõe atingir? Com que meios? Quais os agentes implicados? Qual a natureza e grau dessa implicação?

2. Quais os objectivos da escola actual? Como enfrentar os desafios para preparar os alunos para o futuro? Deverá o ensino e a formação basear-se na universalização de valores ou na singularidade e especificidade das pessoas?

As questões que formulamos pretendem despertar em todos os agentes educativos a consciencialização para os desafios actuais na formação dos alunos, bem como nas exigências que o futuro coloca nos métodos de ensino, nas estratégias a adoptar e na flexibilidade de currículos que, necessariamente, têm de ser desenvolvidos para responder à multiculturalidade e à diferença cada vez mais presentes nas escolas.

Que funções queremos para a escola? Transmissão de valores e conhecimentos ou agente de transformação e criação? Qual o papel da escola? Reprodutora do sistema e das relações sociais, mero “reflexo” da realidade social envolvente, ou vanguarda das transformações sociais, “contribuindo para a correcção das assimetrias de desenvolvimento regional e local, devendo incrementar a igualdade no acesso aos benefícios da educação, da cultura e da ciência”, contribuindo igualmente para “o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos, incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários, valorizando a dimensão humana do trabalho” e promovendo “o espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões, formando cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva”?

3. O que se entende por “ensinar alunos, formar cidadãos”?

Em primeiro lugar, consiste em aprofundar o desenvolvimento de uma formação que inclua, simultaneamente, as aprendizagens, o processo cognitivo, os conhecimentos assumidos o mais possível de forma “activa”, “significativa”, “integradora”, e os valores (formação integral), designadamente valores cívicos, de cidadania (sem esquecer o conhecimento como um valor essencial à escola e justificativo, em grande parte, da sua própria existência). Significa assumir que a escola não deve ser apenas “transmissora de conhecimentos” mas que também deve sê-lo; que deve apelar a metodologias que permitam ao aluno apropriar-se dos conhecimentos e dos valores que a escola tem para lhe transmitir.

Em segundo lugar, consiste em tentar contrariar, efectivamente, a lógica de um sucesso escolar suportado por via formal, legislativa, em que a retenção “tem carácter excepcional”, enquanto “medida pedagógica de última instância”, ou seja, o assumir de que o sucesso não deverá ser consequência deste carácter excepcional, mas antes o alcançar, pelos alunos, dos objectivos preestabelecidos a determinar o carácter excepcional da retenção.

4. Através de orientações, de natureza pedagógica e didáctica e da potencialização das “dimensões” apresentadas, pretende-se atingir objectivos concretos que possibilitem a aquisição das competências previstas no Currículo Nacional e no Projecto Curricular do Agrupamento.

5. Estas opções derivam da consciência de que é com o Projecto Educativo que (também) se define a autonomia. Porque “uma comunidade educativa sem projecto corre o risco de concretizar, na prática, um projecto, mesmo quando ele é contraditório com os valores, as perspectivas ou as experiências dos seus actores”. Já que, “um barco sem rumo traçado não deixa de seguir um rumo, quanto mais não seja o rumo da corrente.”


 

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